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A inteligência artificial (IA) está transformando a experiência do cliente (CX) em todo o mundo. Mas, na América Latina (LATAM), o avanço rumo a uma CX impulsionada por IA ganha cada vez mais força.
A quinta edição do relatório State of Customer Experience, da Genesys, baseada em pesquisas globais com 5.811 consumidores e 1.560 líderes de CX e negócios, revela que os consumidores da região estão mais otimistas em relação à CX impulsionada por IA do que a média global. O estudo também mostra que as organizações de CX da região estão mais avançadas na adoção de tecnologias digitais e de IA agêntica, criando uma base mais sólida para a orquestração de experiências impulsionada por IA.
Essa combinação faz toda a diferença. A história da CX na região não se resume ao interesse pela IA. Ela reflete um momento de transformação: os consumidores estão mais abertos às experiências impulsionadas por IA, as organizações já utilizam mais canais conversacionais e automatizados, e os líderes de CX estão se preparando para um futuro em que a IA agêntica ajudará a orquestrar customer journeys em escala.
Para os líderes de CX da região, a oportunidade é clara: transformar o otimismo em relação à IA e a maturidade dos canais digitais em experiências mais rápidas, personalizadas e conectadas, ao mesmo tempo em que enfrentam os desafios de preparação, governança e escalabilidade que acompanham a adoção de uma IA cada vez mais avançada.
Os consumidores da região demonstram um otimismo significativamente maior em relação ao potencial da CX impulsionada por IA do que os consumidores em nível global.
86% acreditam que a IA melhorará a qualidade e a velocidade do atendimento ao cliente nos próximos dois a três anos, em comparação com 76% da média global (CQ300). Além disso, 63% afirmam ter uma percepção mais positiva sobre o atendimento ao cliente impulsionado por IA do que tinham há dois anos, ante 50% da média global (CQ190). Ao mesmo tempo, apenas 12% afirmam ter uma percepção mais negativa sobre o atendimento ao cliente impulsionado por IA do que tinham há dois anos, em comparação com 19% da média global (CQ190). Isso não significa que os consumidores não tenham preocupações em relação à IA. Mas indica um nível menor de resistência do que em outras regiões — e uma maior disposição para enxergar a IA como uma forma prática de melhorar a velocidade, o acesso e as resoluções.
Os consumidores da América Latina também parecem estar mais familiarizados com o uso da IA em seu dia a dia. 59% utilizam mecanismos de busca com IA pelo menos uma vez por semana para fins pessoais, em comparação com 53% da média global (CQ230). Essa exposição cotidiana é importante porque os consumidores levam, cada vez mais, para suas interações de atendimento as expectativas moldadas pelo uso da IA em sua vida pessoal.
O panorama geracional reforça essa mudança mais ampla. Na amostra global, 82% dos millennials, 80% da Geração Z e 73% da Geração X acreditam que a IA melhorará a qualidade e a velocidade do atendimento ao cliente nos próximos dois a três anos, em comparação com 60% dos baby boomers (CQ300, por geração). Para uma região que já demonstra maior confiança na CX impulsionada por IA, essas expectativas entre as diferentes gerações podem acelerar ainda mais a demanda por experiências mais rápidas, inteligentes e com menor esforço para o cliente.
A combinação de canais utilizada pelas organizações da região é um dos principais fatores que explicam por que a América Latina parte de uma posição sólida para acelerar a adoção da CX impulsionada por IA.
As organizações de CX da América Latina são muito mais propensas do que a média global a utilizar aplicativos de mensagens, redes sociais, agentes virtuais e recursos de IA mais autônomos nas interações com os clientes. 91% utilizam aplicativos de mensagens, em comparação com 69% da média global
(PQ270). 84% utilizam redes sociais, em comparação com 73% da média global (PQ270). 75% utilizam agentes virtuais ou chatbots tradicionais, em comparação com 58% da média global (PQ270). 50% utilizam agentes virtuais agênticos ou outros agentes virtuais com maior autonomia, em comparação com 41% da média global (PQ270).
Esse é um diferencial regional significativo. Em um mercado onde os canais conversacionais desempenham um papel essencial na forma como os consumidores se conectam com as marcas, a automação impulsionada por IA encontra um ambiente naturalmente favorável para gerar valor. Em uma região onde aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, fazem parte da comunicação cotidiana, uma estratégia de CX baseada em mensagens permite que as organizações ofereçam um atendimento rápido, contextualizado e personalizado nos canais em que os clientes já estão.
Isso cria uma base sólida para evoluir da adoção digital para a orquestração de experiências impulsionada por IA. Muitas organizações já operam em ambientes digitais e conversacionais nos quais agentes virtuais, automação e recursos de IA agêntica podem gerar impacto de forma mais imediata.
A maturidade digital da região é acompanhada por um forte avanço na adoção da IA agêntica. 92% dos líderes de CX acreditam que a IA agêntica ou semiautônoma desempenhará um papel cada vez mais importante na orquestração da experiência do cliente, em comparação com 86% da média global (PQ430).
Os líderes da região também demonstram maior tendência a priorizar a implementação responsável de soluções de IA mais autônomas. 38% afirmam que implantar uma IA mais autônoma de forma responsável — com governança, mecanismos de controle e proteção da marca — é uma prioridade estratégica, em comparação com 26% da média global (PQ180).
Isso é fundamental porque, à medida que a IA ganha mais autonomia para agir, torna-se ainda mais importante definir onde ela pode atuar, quando a intervenção humana é necessária e como as organizações garantem a responsabilidade pelos resultados.
Mas esse avanço também traz novos desafios. Os líderes de CX da região são mais propensos do que a média global a apontar a preparação organizacional e a capacidade técnica para adotar IA em escala como desafios tecnológicos: 54%, em comparação com 44% da média global (PQ220). Eles também citam, com mais frequência, a necessidade de atender aos requisitos organizacionais para viabilizar a adoção da IA em escala: 43%, frente a 34% da média global (PQ220). Além disso, 43% apontam a demonstração do valor da IA ou do retorno sobre o investimento (ROI) como um desafio, em comparação com 42% da média global (PQ220).
O desafio não é simplesmente se a IA pode ser adotada. Está em conectá-la aos dados, aos fluxos de trabalho, aos sistemas e à governança de forma a gerar resultados consistentes ao longo de todo o customer journey.
Em conjunto, os resultados apontam para um caminho mais acelerado para a experiência do cliente (CX) impulsionada pela IA. Os consumidores demonstram maior entusiasmo em relação aos serviços orientados pela IA. As organizações de experiência do cliente (CX) apresentam maior maturidade digital e conversacional. A região já está à frente da média global na adoção de soluções de IA agêntica mais autônomas. Além disso, os líderes da região têm maior convicção de que a IA agêntica desempenhará um papel cada vez mais importante na orquestração da experiência do cliente.
O próximo passo é transformar esse impulso em uma orquestração escalável.
Isso significa conectar dados, sistemas, canais e fluxos de trabalho para que a IA vá além da automação de interações isoladas. Significa utilizar a IA agêntica para ajudar a coordenar o trabalho, personalizar o atendimento, melhorar as resoluções e oferecer experiências orientadas a resultados ao longo de todo o customer journey. E significa fazer tudo isso com a governança, os mecanismos de controle e a supervisão humana necessários para construir confiança.
A vantagem da região é clara: ela já reúne muitos dos elementos necessários para escalar uma CX impulsionada por IA. Agora, a oportunidade está em integrar esses elementos em um modelo operacional mais conectado.
O relatório State of Customer Experience 2026 analisa em profundidade essas transformações, incluindo como as expectativas dos consumidores estão evoluindo, onde os líderes de CX estão investindo, por que a preparação para a IA continua sendo um desafio e como as tendências regionais diferem entre os mercados globais.
Para os líderes de CX na América Latina, os resultados apontam para uma conclusão clara: a região vive um forte momento de aceleração rumo à CX impulsionada por IA. Mas a próxima etapa dependerá da capacidade das organizações de transformar o otimismo em relação à IA, a adoção digital e a IA agêntica em resultados de negócios conectados, confiáveis e mensuráveis ao longo do customer journey.
Baixe o relatório completo para explorar os insights globais e regionais e saber como
hoje, os líderes de CX estão se preparando para a era da IA agêntica na experiência do cliente.
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